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A Idéia da Fundação do Hospital

Cel. Joaquim Pacheco de Resende ia diversas vezes visitar Cassiano Campolina em sua fazenda e ali passava dias em sua companhia. Foi exatamente em uma dessas visitas que surgiu a ideia da fundação do Hospital nesta cidade.
Indo o Cel. Joaquim Pacheco certa vez, em 1902, em visita a Cassiano Campolina na fazenda do Tanque, ao passar por essa cidade encontrou-se casualmente com Dr. Arthur Ribeiro de Oliveira, então Juiz de Direito da Comarca, e este disse ao Cel. Joaquim Pacheco que arranjasse com seu amigo Campolina uma verba testamentaria de “Cem Conto de Réis” para a fundação de um hospital aqui em Entre Rios. O Cel. Joaquim Pacheco, chegando ao Tanque, transmitiu a ideia do Dr. Arthur Ribeiro a Cassiano Campolina, respondendo lhe este imediatamente: “Que valem cem contos para a fundação de um hospital? Essa quantia poderia quanto muito ser suficiente para construir um prédio regular; mais como poderia se manter essa fundação?”
A essa objeção respondeu o Cel. Joaquim Pacheco que, não tendo ele herdeiros necessários, poderia legar toda sua fortuna para este fim; pois assim ele praticaria um atoa meritório de filantropia e caridade e perpetuaria o seu nome.
Cassiano Campolina respondeu ao Cel. Joaquim Pacheco que naturalmente ele ignorava que seu testemunho já estava feito e desconhecia as suas disposições testamentarias, explicando-lhe, em seguida que por suas disposições ele, Joaquim Pacheco era o herdeiro de sua fazenda e de toda a sua criação e que João Ribeiro herdava o seus títulos e dinheiro existentes. Imediatamente o Cel. Joaquim Pacheco, com uma abnegação e desapego fora do comum, e movido por um ideal superior e por um gesto nobre da caridade bem compreendida, disse a Cassiano Campolina que, da parte dele desistia dessa herança e que ele, Cassiano Campolina, podia reformar o seu testamento e praticar esse ato meritório que elevaria seu nome no conceito da posteridade. João Ribeiro, consultado a respeito, foi da mesma opinião, relevando também o seu elevado espírito de desprendimento e desinteresse.
Foi assim que Cassiano Campolina, reformando o seu testamento anterior, fez seu ultimo testamento, datado de 22 de fevereiro de 1903 e aprovado pelo tabelião do 1º oficio, Antônio Pereira de Medeiros, em 24 de fevereiro do mesmo ano.
Como se vê do exposto acima, a ideia da fundação de um hospital nessa cidade partiu do benemérito entrerriano Dr. Arthur Ribeiro de Oliveira, então juiz de Direito da comarca; e graças ao desprendimento pouco comum de Joaquim Pacheco de Resende e de João Ribeiro de Oliveira, desistindo por um gesto nobre e altruísta de uma herança de avultados bens pôde ao mesmo hospital torna-se uma realidade a uma fortuna acumulada por Cassiano Campolina com o trabalho rude e ingrato durante mais de cinquenta anos.

Testamento de Cassiano Campolina

Para redigir o seu testamento no qual vêm, as bases para as organizações do futuro Hospital, Cassiano Campolina por intermédio de seu amigo, o distinto entrerriano Francisco Baptista de Oliveira pediu ao pranteado Senador Feliciano Penna que lhe mandasse as instruções necessárias para fazer um testamento de acordo com as disposições legais e para evitar qualquer nulidade futura. E Feliciano Penna satisfez ao seu justo pedido aproveitando para a futura organização do hospital muitas idéias já postas em práticas na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora.
Nesta ocasião Francisco Baptista de Oliveira escreveu uma carta longa e muito criteriosa a Cassiano Campolina, congratulando-se com ele por sua feliz inspiração e aplaudindo sua resolução; sendo está a única interferência de Francisco Baptista de Oliveira na fundação do Hospital Cassiano Campolina.
Assim, na fazenda do Tanque, no ia 22 de fevereiro de 1903, Cassiano Antônio da Silva Campolina, dava por concluído o testamento por ele ditado escrito e assinado, pedindo que cumprisse e guardasse o que nele se declarava, revogando outro qualquer que aparecesse na data anterior.

A Inauguração

A festa de inauguração aconteceu em 1910, em um domingo, com a presença de pessoas de todas as localidades vizinhas, como; Piracema, São Brás do Suaçuí, Jeceaba, Desterro e outras.
A abertura foi feita pela Banda dos Baetas, sob a regência do Capitão Severino Salustiano da Silva. Após missa realizada pelo Monsenhor Antônio da Silva Leão, houve um queima de fogos. À noite, uma quadrilha encerrou os festejos.
Como previsto pela Irmandade, em 1910 iniciou-se o serviço provisório de enfermaria, atendendo-se a 8 (oito) doentes. Dr. Balbino Ribeiro da Silva foi contratado para os primeiros serviços médicos. As obras, no entanto, persistiram. Faltava o acabamento da sala de operações, fachada da capela e o termino das obras na enfermaria feminina. Só em 1913 estava concluída a parte essencial do hospital, faltando pequenos detalhes.

A benção do Hospital

Em sua segunda visita pastoral à freguesia da Senhora das Brotas, de Entre Rios, de 14 a 19 de novembro de 1908, Dom Silvério Gomes Pimenta, Arcebispo de Mariana, visitara o Hospital ainda em construção.
Foi a ele solicitado que viesse assistir a inauguração deste monumento.
Em 1910 estava já fundado o Hospital mas o Arcebispo Marianense, só quando esteve pela terceira vez em visita pastoral à Paróquia em 05 de fevereiro de 1915, acompanhado de todo o Clero, é que o benzeu.
Após percorrer todas as dependências do Hospital espargindo sua bênção pronunciou o seguinte;

“O prédio esta esplêndido na frente dele se acha o Cemitério cercado de muro, Com gradil na frente e uma Capela no fundo.”

Homenagens aos Benfeitores

Em homenagem aos muitos benfeitores do Hospital Cassiano Campolina, em todos os seus anos de existência publico desta crônica de um dos benfeitores e ex-provedor do Hospital.